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Bárbaro, nojento, vil, e indesculpável o ato praticado pelos marginais que brutalizaram, roubaram, e assassinaram Domingos Martins, então, Diretor-Adjunto do Dmaes, e sua esposa, Zilma Souza Martins, educadora. É inadmissível ligar os assassinatos ao relacionamento de Domingos com funcionários do Dmaes, inclusive seus algozes e de sua esposa, na rotina da autarquia municipal. Se olharmos por esse lado, daqui a pouco teremos vários “chefes durões” mortos e trucidados. O motivo foi torpe e animalesco. Eu conheci Domingos Martins, em 1989, quando fomos companheiros de trabalho, no Jornal Tribuna do Vale. Lidei diretamente com ele. Não tive e nem tenho queixas. Pelo contrário, era zeloso e muito profissional no exercício de suas funções. Passamos um tempo sem contato. A partir de 1997, como assessor de Imprensa da administração Zezé Abdalla, passei a ter contato profissional, novamente com ele. Em 2005, ele foi nomeado assessor de imprensa do Dmaes, pelo atual prefeito. Eu tinha saído da prefeitura, mesmo sendo concursado, pois queria voltar à iniciativa privada. Vim para o Jornal Listão. Naquela ocasião, Domingos, demonstrando muita humildade, procurou-me no sentido de passar-lhe algumas “dicas”. Fiquei honrado com a visita, embora não me julgasse capaz de orientá-lo. Ele tinha muitas qualidades e competência para desempenhar a função. À época, disse-lhe para tomar cuidado para não ser dominado pelo “poder”, pois ocorrera comigo, mas que me livrei, com a ajuda de bons amigos. Disse ao Domingos, que fosse absolutamente profissional, e que tomasse cuidado com os falsos amigos, pois o “poder” que ocuparia era efêmero. Lembro-me que Domingos ouviu com muita atenção e concentração. Depois desse encontro, abraçou com amor o seu trabalho. Meses depois foi conduzido à condição de Diretor-Adjunto. Tinha se tornado uma pessoa de absoluta confiança do prefeito e seus principais assessores. Rotineiramente, ele mantinha contato, comigo, no Jornal Listão. Jamais deixou de atender qualquer tipo de questionamento ou pedido de informação. Boatos davam conta que o trabalho exercido por ele desagradava muitas pessoas no Dmaes. Informações eram repassadas de que a “sua mão” estava pesada, e que tinha muita gente descontente. Jamais imaginamos que alguém pudesse estar planejando assassiná-lo. E duvido que qualquer companheiro de imprensa soubesse. Independente de qualquer questão que venha a ser apresentada como “desculpa”, Domingos não merecia um fim como aquele. Nem tampouco Zilma. Os assassinos foram covardes, não tiveram nenhum senso de humanidade. Agora, os criminosos, terão os privilégios que as leis lhes concede. Mas aos familiares, amigos e admiradores de Domingos e Zilma, só restam a dor, a saudade e a tristeza.. Que Deus conforte a família de Domingos e Zilma, e que os ampare e os ilumine na “morada eterna”.
Todo cuidado é pouco
Mantenho contato rotineiro com os servidores municipais, e percebo muita preocupação e medo. Há indicativos de focos de “descontentamento”, supostamente originários de inter-relacionamento de chefes/coordenadores e trabalhadores. Faltaria diálogo, sobrariam cobranças, determinações e intimidações. Que Deus nos proteja e ilumine nossa Ponte Nova e região. Estamos precisando e muito.
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CPI das prisões de Selma Linhares/Gilson Freitas
O presidente da Câmara de Vereadores, Dennis Mendonça Ramos (PSB) leu ontem, quinta-feira (9/5), pedido de CPI, requerida por Toninho Araújo (PTB) para investigar supostas fraudes contra o Instituto Nacional de Seguridade Social, INSS, e contra o Fundo Participação dos Municípios, FPM, com suspeita de participação da ex-assessora especial, Selma Linhares Alves Ferreira, esposa do prefeito Taquinho Linhares (PSB), e do ex-secretário de Fazenda, Gilson Alves Freitas. O pedido de constituição de CPI ocorreu na quarta-feira (7/5), com o apoio dos vereadores José Mauro Raimundi (PP), Tone do Badalo (PDT) e Valéria Alvarenga (PSDB). Além de Toninho Araújo, mais dois vereadores da base governista (PSB e PV) farão parte da CPI. Os nomes serão apresentados até dia 14/5, quando vence o prazo legal, determinado pelo Regimento Interno da Câmara de Vereadores. Aninha de Fizica (PV) e Paulo Roberto (PSB) deverão ser os outros dois membros. Toninho quer rigorosa investigação na suspeita liberação irregular dos recursos do FPM, no âmbito de contrato de parcelamento de débitos com o INSS, que culminou em operação da Policia Federal em Ponte Nova, e a prisão dos mesmos, em 9 de abril, na “Operação Pasárgada”. Ele quer elucidar suspeita de desvio de recursos públicos e enriquecimento ilícito, pela ex-assessora especial Selma Linhares e pelo ex-secretário, Gilson Freitas. Araújo falou que há ausência de informações que motivaram a prisão provisória dos mesmos e a conseqüente apreensão de documentos na prefeitura, de documentos e dinheiro na residência da ex-assessora. Após a leitura do documento, Dennis Mendonça solicitará que o bloco governista, que detém a maioria dos vereadores no Legislativo, indique dois membros que comporão a CPI, os quais serão presidente e relator. De acordo com a legislação vigente, a CPI da Prisão de Selma Linhares/Gilson Freitas terá prazo de 120 dias para realizar os trabalhos e emitir relatório final, podendo ser prorrogada pelo mesmo período.