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A CPI do Novo Olhar revelou nos últimos dias uma perigosa relação entre assessores do prefeito e a Associação Novo Olhar. A CPI, constituída a partir de denúncia da vereadora Valéria Alvarenga (PSDB), para investigar o Programa Progeres (Programa de Geração e Renda), mostra que a entidade (Novo Olhar) fteria sido beneficiada, sem amparo legal.
O depoimento de Geralda Louredo, Ada, ex-presidente da entidade, foi contundente e revelador. As revelações da depoente deixaram o governo municipal acuado, face a um suposto envolvimento das assessoras Selma Linhares Alves Ferreira e Milena Campos de Oliveira; além da utilização da máquina pública em benefício da Novo Olhar, de forma supostamente ilegal.
O presidente da CPI, Wagner Guimarães (PV) tem uma “batata quente” nas mãos. O seu passado limpo e a sua conduta ilibada o deixam à vontade para conduzir os trabalhos. Ele tem presidido os trabalhos com isenção e independência. O Relatório final da CPI terá a sua participação, mas será de responsabilidade da vereadora Pastora Rosângela (PSB).
Durante as reuniões, e depoimentos, ela tem se mantido calada. Sabe-se que as pressões sobre ela e Wagner têm sido muito grandes. Entre os aliados do prefeito, há muita perplexidade sobre os fatos. Temem o destino das investigações. A situação pode ficar mais complexa se as investigações avançarem para a utilização de cimento, areia e brita da secretaria de Obras, pela Novo Olhar para a fabricação de bloquetes.
O caso vai parar no Ministério Público para as investigações finais. O prefeito determinou a sua Assessoria Jurídica que tente “brecar” as investigações na Justiça. O argumento oficial é de as investigações teriam fugido do foco para o qual foi instituída, que é o Programa Progeres. Estranha, muita estranha a postura do prefeito. Declarou por diversas vezes que “estava tudo certinho”, e que as denúncias da vereadora não dariam em nada. Quem não deve não teme.
Um tiro no pé
As atitudes do prefeito em confrontar-se com a Associação dos Amigos e Moradores de Palmeiras pegaram mal. Um ato desnecessário. Ele pode ter atirado no seu próprio pé ...
A insistência de se construir um calçadão em frente da Escola Municipal José Mariano, continua nos planos administrativos. A Associação rejeita a idéia. O prefeito insiste com a idéia. O futuro dirá quem está certo.
Presídio na Justiça
A construção, ora irregular, do presídio regional vai parar na Justiça. A Câmara Técnica do Codema, tendo a frente o jornalista e ambientalista Alfredo Padovani, deu uma demonstração de coragem e isenção. A direção do Codema deveria ter agido mais cedo. Demorou a sair do lugar. Não se sabe por quê.
Todo cidadão tem o direito de se posicionar contra ou a favor da construção do presídio. Como também podem ser cobrados pelas suas posições. Eu sou contra o tamanho e local do empreendimento.
Eleição está ai!
O calendário do Tribunal Superior Eleitoral define, inicialmente, para 4/4 o prazo de desincompatibilização para alguns pretendentes à vaga na Câmara de Vereadores ou a prefeito de Ponte Nova. Mais informações no www.tse.gov.br. O quadro eleitoral municipal continua indefinido.
A reeleição do prefeito de Ponte Nova, tida por alguns como certa, começa a fugir pelos dedos da teimosia, da pirraça, da arrogância. A história mostra que o povo reconhece o trabalho de bom gestores, mas não gosta de atitudes tirânicas e de soberba.