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O nosso futebol não acabou. Passa por uma fase de transição, de mudanças, de interesses diversos e difusos, que merece uma análise mais ampla. O dificil momento organizacional que se vive hoje não deveria ser comparado ao passado, especialmente com a década de 80 e 90, do século passado (período que mais acompanhei).
Na minha ótica são momentos bem distintos. Naquela época, Nelito Mayrink, Major Willer, Silvio Conegundes (mesmo com os equivocos cometidos), Angelino Cardoso, Décio de Abreu, Chiquinho Cunha, Wandeir Maciel, e outros nomes, tiveram méritos inquestionáveis. Provocado, com sutileza e inteligência pelo nosso leitor, digo que a história registra o período como um dos mais ricos na história moderna de nosso futebol. Um exemplo foi a realização do Super Campeonato Regional de 1985, que teve 21 equipes, conquistado pelo Industrial S.C, de Alvinopólis. Não me atrevo em afirmar qual campeonato foi mais empolgante que o outro.
Hoje vivemos uma pasmaceira só. Os dirigentes da Liga esforçam-se, mas não conseguem reverter o quadro. Não é culpa deles. Para se reverter o quadro há de se fazer um planejamento estratégico, com prazos e metas a serem cumpridas. Neste planejamento deveriam participar dirigentes das agremiações efetivamente organizadas (que legalmente dão sustentáculo à Liga, e as equipes emergentes (bairros e associações), de onde se sairia uma radiografia (ou tomografia) do nosso futebol. A situação não se resolveria em uma reunião somente. Demandaria tempo, discussões, propostas. Seria um Plano Diretor de Revitalização do Futebol de Ponte Nova. Depois de pronto e aprovado, entraria a fase de conversa com autoridades públicas e empresariais.
Bem estas são algumas de minhas idéias no setor futebolístico, mas que envolveria o esporte como um todo. É um absurdo termos próximo de nós, Centro de Excelências de Ensino (faculdades, universidades, escolas técnicas,etc) e não aproveitarmos a gama de conhecimento que existe nessas entidades.
Em minha humilde proposta de revitalização do nosso futebol, as equipes de bairros, distritos e povoados, teriam lugar cativo, e incentivo para se organizarem.
Como afirmar que o nosso futebol morreu, se quase todos os dias aparece um bom jogador que trilha caminho para equipes profissionais. Para mim é incoerente dizer que o nosso futebol morreu, quando clubes como o Macuco, o Índio, e o Acabiara (diríamos que seria o Baêta da modernidade) realizam ótimos campeonatos de futebol soçaite, em diversas categorias, que contam com os atuais valores futebolísticos de nossa terra. Na minha visão, o nosso futebol cresceu muito para dentro das sedes, das tradicionais agremiações, que tiveram que se virar para dar sustentação a esse crescimento, e se esqueceram de como surgiram. Daí veio a transição na Liga Municipal de Desportos, passando por desorganização, vaidade excessiva, falta de planejamento e muitas vezes até desconhecimento de alguns dirigentes esportivos. E não podemos esquecer da concorrência da TV (canais pagos e canais abertos, com inúmeras atrações esportivas) e outros meios de lazer.
O nosso futebol, nosso esporte, têm jeito.
Fiquei surpreso com as manifestações a respeito do nosso inicio de trabalho neste blog. Independente da forma e do conteúdo da abordagem são muito bem-vindas. Temos que ampliar o nosso conhecimento. Estou aprendendo a cada momento. Fui 13 anos assessor da Câmara e Prefeitura. Já dei a minha parcela de contribuição profissional. Aprendi muito, especialmente no convívio com a população. Não sou do grupo político de Orlando da Coferpon; respeito-o como respeito o atual prefeito. Ambos, como eu também, estão sujeitos a críticas e elogios. Não tenho como sonho de consumo voltar a ser assessor da prefeitura. Tenho outros sonhos. Um deles estou começando... Provocar discussões e debates sobre o que as mídias local e regional divulgam.
Este blog não tem por objetivo trazer somente comentários sobre politica. Dentro das nossas condições serão ampliados com a devida participação popular.
Estranhas e desnecessárias as criticas do prefeito Taquinho Linhares feitas ao vice-prefeito Orlando da Coferpon, na rádio Ponte Nova, em 28/12, à tarde. Faltou categoria e jeito ao prefeito para falar do ex-aliado, hoje principal adversário para a reeleição. Pareceu uma tentativa de desestabilizar. Orlando foi prudente em não revidar. Terá a hora certa, e o julgamento do povo. Se ele tiver errado o povo vai dizer. A provável candidatura de Orlando a prefeito, começa a mexer nos bastidores. Ele não fala sobre o assunto. Mas nas entrelinhas percebe-se que já está fazendo pequenas costuras. Ele prefere se expor pouco e quando o fizer será no momento certo. O quem é quem somente será desenhado depois da semana santa. Até lá haja conversa e costura política. As determinações do TSE que proíbem doações, em vários níveis e tipos, pelas prefeituras e demais poderes em ano de eleição, provocarão um rebuliço e polêmica. Tem muito candidato deitando a mão nas coisas publicas. Estão fazendo das prefeituras um quintal de suas casas. Tudo em busca da reeleição. Estaremos apontando os nomes da hora certa e levando ao Ministério Público solicitando averiguações.